A separação de um casal pode trazer diversas dúvidas e preocupações, especialmente quando há filhos envolvidos. A guarda e a convivência familiar são temas fundamentais no Direito de Família, pois impactam diretamente no desenvolvimento e no bem-estar das crianças. Afinal, independentemente da relação entre os pais, o direito dos filhos à convivência saudável com ambos deve ser preservado.
Neste artigo, vamos esclarecer os principais aspectos da guarda dos filhos, os tipos existentes e como garantir que a convivência familiar aconteça de maneira equilibrada e justa.
O Que é a Guarda e Como Ela Funciona?
A guarda se refere à responsabilidade legal e cotidiana dos pais sobre os filhos menores de idade. É através dela que se define com quem a criança vai morar e como será a divisão das responsabilidades parentais. No Brasil, o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem que a decisão sobre a guarda deve sempre considerar o melhor interesse da criança.
Existem diferentes tipos de guarda, sendo os principais:
🔹 Guarda Unilateral: Quando apenas um dos pais fica responsável pelas decisões sobre a vida da criança, enquanto o outro tem direito à visitação e deve contribuir financeiramente para o sustento do filho.
🔹 Guarda Compartilhada: É a modalidade mais incentivada pela Justiça, pois permite que ambos os pais tomem decisões conjuntas sobre a vida da criança, mesmo que ela resida com apenas um deles. Essa opção busca manter o equilíbrio na criação e fortalecer os laços entre pais e filhos.
A guarda compartilhada só pode ser negada quando há riscos ao menor, como casos de violência doméstica, abuso ou negligência.
Direito à Convivência Familiar: O Que Isso Significa?
Além da guarda, outro ponto essencial é o direito à convivência familiar. Isso significa que a criança tem o direito de manter contato regular com ambos os pais, independentemente do modelo de guarda adotado.
Nos casos de guarda unilateral, o genitor que não detém a guarda tem direito à visitação, que pode ser definida por acordo entre as partes ou determinada judicialmente. Já na guarda compartilhada, a convivência costuma ser mais equilibrada, com uma divisão mais justa do tempo de permanência da criança com cada um dos pais.
Caso haja dificuldades no cumprimento do direito de visita, o genitor prejudicado pode acionar a Justiça para garantir sua convivência com o filho.
O Que Fazer em Caso de Conflitos?
Infelizmente, nem sempre os pais conseguem chegar a um consenso sobre a guarda e a convivência familiar. Nesses casos, algumas medidas podem ser adotadas:
✅ Mediação Familiar: Antes de recorrer à Justiça, uma alternativa é buscar a mediação, um processo extrajudicial que ajuda os pais a chegarem a um acordo amigável, priorizando o bem-estar da criança.
✅ Ação Judicial de Guarda e Regulação de Visitas: Se o acordo não for possível, o genitor pode ingressar com uma ação para definir legalmente a guarda e o direito de visita. O juiz analisará o caso e decidirá com base no melhor interesse do menor.
✅ Descumprimento do Direito de Visitas: Caso um dos pais impeça a convivência da criança com o outro sem justificativa, isso pode ser considerado alienação parental, passível de medidas judiciais, como a alteração da guarda.
Conclusão: Como Garantir o Melhor para a Criança?
O mais importante nos casos de guarda e convivência familiar é garantir que a criança tenha um ambiente seguro, estável e afetuoso para crescer. As decisões devem ser tomadas com responsabilidade, sempre colocando o bem-estar dos filhos em primeiro lugar.
Se você precisa de orientação sobre guarda ou enfrenta dificuldades para garantir seus direitos, é essencial contar com um advogado especializado em Direito de Família.
📢 Proteja o futuro do seu filho! Fale com nossos especialistas.
As crianças não tem culpa e são as maiores vítimas. Esse post é muito interessante, vou compartilhar.